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Uma aula cheia de lições
21/08/2017
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Uma aula cheia de lições.

Esta semana fui convidada por um amigo para substituí-lo em uma de suas aulas numa faculdade local. Este é o tipo de convite que me deixa feliz. Lecionei de 2012 a 2016, e é sempre muito bom voltar para a sala de aula. Por saber como as coisas funcionam por aqui, ele já me encomendou uma aula diferenciada. O objetivo era que os alunos refletissem um pouco sobre a importância da criatividade e inovação e como isso impacta no meio corporativo e empreendedor.

E como alguns de vocês já me ouviram falar, “se não for pra arrasar, nem saio de casa”! Aceitei a missão com o propósito de tornar aquela aula um momento onde todos os corações se abririam para a inovação. No dia combinado, cheguei munida de blocos similares a lego, canetinhas, blocos post-it®, giz de cera, massinha e um problema para o qual eles precisariam pensar em soluções inovadoras, e prototipá-las com o material disponível.

Foi o máximo! Eles adoraram a proposta, a aula diferente, se empenharam em resolver o problema proposto da forma mais criativa possível. Ao final, os trabalhos foram apresentados e, para surpresa da turma, TODOS os grupos pensaram na mesma solução. Claro que eu meio que já esperava por isso. Desde que comecei a participar dos treinamentos promovidos pela Startify, tenho aprendido que inovação não é algo que se faz de primeira. O fato é que essa grande coincidência me permitiu concluir a aula fazendo uma reflexão com os alunos, e é isso que eu quero compartilhar neste texto.

As lições que aprendemos juntos sobre criatividade e inovação são:

  1. O ambiente que estamos inseridos, reduz nossa capacidade de inovar. Somos condicionados a buscar as soluções mais rápidas, econômicas, menos arriscadas e com grande potencial de acerto. Ao tentar eliminar a incerteza, reduzimos muito a nossa capacidade de inovação.
  2. Se não aprendermos a expandir a nossa visão sobre problemas, teremos uma base limitada para solucioná-los. Entender o problema em sua essência é um passo fundamental para construir soluções fora da caixa.
  3. Inovação e medo não se misturam. Verdade! Como fazer algo novo se temos medo das consequências? Quando comecei o debriefing, vários alunos se manifestaram e falaram sobre ideias malucas que tiveram durante o processo de construção, mas que sequer compartilharam por conta do medo de críticas por parte dos outros integrantes. Se é assim na sala de aula, imagine nas empresas?
  4. Se você se concentra apenas no que você pensa, sente ou acredita, provavelmente está perdendo a oportunidade de inovar e resolver outras dores. É a velha história da empatia, entender o outro, se colocar no lugar dele e enxergar o problema sob sua perspectiva.

Foi uma noite incrível, uma aula com lições para todos os lados, que me fez ter a sensação de dever cumprido. Afinal, o importante mesmo não é o que fazemos e sim o que aprendemos com isso. Se na construção de soluções eles não foram inovadores, ao final da aula eles já estavam com mil ideias para fazer totalmente diferente na próxima oportunidade. E esse é o processo! Antes de fazermos algo inovador, precisamos pensar de forma inovadora. Sementinha plantada, missão cumprida. E que venham as próximas lições!

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