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Quem quer dinheiro?
18/07/2017
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Você entra no site em busca de um texto sério, algo que lhe permita refletir. E aí, do nada, vê uma frase como essa e já começa a escutar a voz do Sílvio Santos. É minha gente, não está fácil pra ninguém, não é mesmo?

Comecei este texto pensando sobre uma experiência que vivi nos últimos dias que me fez chegar à seguinte conclusão: empatia gera dinheiro. De verdade! Vou contar minha história e vocês podem tirar suas próprias conclusões.

No mês de junho eu me desafiei a ficar 30 dias sem comer carne. Uma decisão de cunho pessoal que me proporcionou algumas reflexões, inclusive em relação ao meio empresarial. Tenho 29 anos, e desde que me entendo por gente, nunca experimentei uma dieta vegetariana. O que descobri nesse período me fez perceber o quanto este grupo ainda é incompreendido por boa parte dos estabelecimentos, que não conseguem enxergá-los como um nicho de consumidores que precisa ser atendido.

Sabe o que é mais difícil quando você resolve não comer carne? Ter vida social! Fui em diversos barzinhos e quando perguntava o que tinha de opção sem carne, na maioria das vezes, me deparava com um olhar sarcástico e com as benditas batatas-fritas (benditas mesmo! Elas emagrecem, lembram?) e queijos dos cardápios. Se você não come fritura, e também cortou leite e derivados, está com um problema enorme. Fiquei impressionada, e ainda mais fã dos amigos veganos e vegetarianos que, em nome de suas causas, todos os dias se submetem ao desafio de abster-se de alimentos de origem animal. Também fiquei intrigada em saber que, mesmo existindo opções DELICIOSAS, os estabelecimentos não investem em atender (de forma séria e satisfatória) o público vegetariano.

Lembra do olhar sarcástico que falei lá em cima? Ele é real, e me faz crer que o grande impedimento para que esse bom atendimento aconteça é a falta de empatia. Não aquela empatia que a gente aprende erradamente, que fala sobre fazer ao outro aquilo que gostaria que fosse feito a nós. Os amigos que me ofereceram picanha e fizeram aviãozinho com seus churrasquinhos que o digam! Estavam fazendo justamente o que gostariam que lhes fosse feito. Isso é fácil! Difícil é entrar no mundo do outro e entender o que ele precisa. No meu caso, de uma opção sem carne, por favorzinho.

Nem fiz as contas do quanto dinheiro economizei por não ter uma opção que me atendesse. Ou, em outras palavras, de quanto os estabelecimentos que frequentei, barzinhos e lanchonetes, DEIXARAM DE GANHAR por não terem opções que atendessem a mim e a um público consumidor cada vez maior. Por isso comecei o texto falando que empatia gera dinheiro.

Não importa se você é um empresário da área de alimentos, vestuário, bebidas, construção ou tecnologia. Se o seu negócio não entende o público, e não atende todos os clientes que poderia atender, você está deixando de ganhar dinheiro. Se o público que você não atende cresce a cada dia, seu problema é ainda maior. Talvez, esse possa ser um posicionamento deliberado que faz parte da cultura, imagem, valores de sua empresa. Até aí tudo certo. Mas, se este não é o caso, você precisa começar a se perguntar porquê você não quer esse dinheiro que você deixa escapar.

Por que as pessoas do grupo X ou Z não frequentam seu estabelecimento? Por que sua marca não engaja e atende o número de clientes que poderia atender? Por que não é você que está atendendo esta fatia de mercado disponível?

E, por fim, que tal substituir todos esses “porquês”, por um “por que não?”, e começar um novo ciclo fazendo da empatia a regra número um da gestão de seus negócios?

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