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O poder dos protótipos
16/05/2017
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Esse vídeo é incrível! O que a pesquisadora Hayan Zhang, da Microsoft, conseguiu fazer pelas pessoas que sofrem com Mal de Parkinson é ainda mais incrível. Antes de mais nada, confiram o vídeo para podermos falar do mesmo assunto, pois hoje quero destacar uma frase dele. Acredito que ela serve de lição para todo empreendedor.

A tecnologia de hoje permite resolver problemas que ainda não foram solucionados, mesmo com todo o avanço da medicina. Tanto que, por vezes, repetimos a frase “o que falta inventar?”, não é mesmo? Se eu tivesse resposta, certamente me dedicaria a tentar fazê-lo. Mas minha vocação é outra, é ajudar inovadores a realizarem suas ideias. E por isso que uma frase em especial me chamou a atenção nesse vídeo: “I’m onto something!”, frase que vem logo depois de “I don’t know!”.

“I’m onto something!” significa que Hayan tem um pressentimento. Ela admite que sua intuição está dizendo para insistir nesse caminho pois há uma oportunidade a ser explorada, uma solução para ser encontrada! Mas, perceba, ela não sabe ainda! Ela repete “I don’t know” umas duas vezes, reconhecendo que não pode explicar ainda o que está fazendo e como vai funcionar. Mas sua intuição é forte o suficiente para fazê-la seguir em frente.

E o método que ela escolhe para seguir em frente é definitivo para confirmar sua intuição e motiva-la a seguir em frente: um protótipo. A partir da elaboração de uma versão horrível da sua idéia – mas que funciona -, ela é capaz de avaliar os resultados e receber feedback. Com o protótipo, usuários podem dizer a ela o que pensam e sentem ao usar o dispositivo. Além disso, nesse caso, ela pode avaliar objetivamente a “qualidade” dos traços que as pessoas desenham sem o uso do aparelho, e sua evolução à medida que ela melhora seu projeto e função. É o protótipo que transforma o “eu não sei” em “estou no caminho certo!”. É ele que permite dar força a sua intuição, transformando-a em fatos e dados que validam sua ideia inicial. Para o inovador, poucas coisas são mais motivadoras do que perceber que aquilo que parecia ser loucura, faz sentido.

O recado que reforço é: quem dá sentido às ideias são as pessoas que vão utilizá-las. Se você tem uma ideia, por mais maluca que pareça num primeiro momento (uma pulseira vibratória para diminuir os efeitos do Mal de Parkinson), dê um jeito de colocá-la em prática. Vai ser nas mãos de quem usará sua ideia que você vai encontrar o verdadeiro sentido do seu projeto ou negócio. Se você não tem acesso a eles, esqueça programadores, designers e engenheiros até que você saiba exatamente o que pedir a eles. Afinal, como diria o fundador do LinkedIn, Reid Hoffman:

“Se você não estiver envergonhado pela primeira versão do seu produto, você lançou tarde demais”.

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