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Engajar. Fazer parte do negócio. Gerar resultados. Como vencer os principais desafios do RH em 2017?
23/01/2017
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O que se aprende quando reunimos mais de um século de experiência em gestão de pessoas na mesma sala? Na última semana, tivemos a alegria de aprender com 27 profissionais de Recursos Humanos, entre consultores, prestadores de serviço, líderes, professores e analistas, de diversas formações. Alguns dos presentes tinham mais décadas de bagagem do que optaram assumir diante de outros que estão inovando essa função essencial das organizações.

O encontro aconteceu em Vitória-ES, e começou colocando a turma para refletir sobre os desafios que 2017 traz consigo para a gestão de pessoas. Depois de um ano conturbado, tendo que lidar com demissões de milhares de pessoas, e sabendo a história de cada família por trás dos números, os participantes chegaram a seguinte lista:

  • Manter pessoas talentosas na empresa
  • Motivação e bem estar no trabalho
  • Dificuldade das pessoas em “trabalhar para alguém”
  • Convencer alta liderança no valor de sistemas para RH
  • Perda de espaço do RH na organização
  • Falta foco nas ações de pessoas, esquecendo os objetivos estratégicos
  • Sensibilização das lideranças para RH
  • Impaciência para alcance de resultados

Todos esses desafios são importantes e grandes demais para lidar diretamente. Por isso, fiz questão de levar o nosso encontro por um caminho que os encorajou a ver oportunidades, mais que os desafios. Como dizia o slide, “estamos aqui para dizer que pode ser DIFERENTE”. Por isso, fizemos um exercício simbólico, ainda que superficial, sobre o olhar desses profissionais para seu próprio protagonismo na hora de superar essa lista.

Primeiro, mostramos o resultado da pesquisa State of the Global Workplace, da Gallup (Estado do Local de Trabalho Global, em tradução livre). Os dados ainda são os de 2012, os mais recentes a que temos acesso, e mostram que as empresas tem, para cada pessoa realmente engajada em realizar objetivos, quase o dobro de pessoas que remam no sentido contrário. São 13% das pessoas engajadas contra 24% do que eles chamam de “ativamente desengajados”, que são aqueles que não só atrapalham quando podem, mas tentam também contaminar os colegas. E antes que você diga “fruta podre”, vamos refletir um pouco sobre o assunto.

Quem, em sã consciência, chega no primeiro dia de trabalho para sacanear a empresa que o contratou? Quantos de vocês conhecem alguém que diz “oba, hoje é meu primeiro dia no novo emprego! Posso começar a fud$# uma empresa nova!”? Eu não conheço um caso sequer e, se alguém quiser fazer uma pesquisa rigorosa sobre isso, eu ajudo. Pois bem, o que aconteceu com essas pessoas dentro das organizações que elas passaram a agir dessa forma depois de algum tempo? Certamente essas pessoas “ativamente desengajadas” adotaram essa postura por se sentirem lesadas pela organização de alguma forma. São os sistemas de trabalho, formais e informais, que minam a motivação e engajamento das pessoas, dia a dia.

Por isso, perguntei aos nossos participantes: “que valor a função recursos humanos agrega para as organizações?”. Listei as respostas abaixo. Reparem que elas representam tanto a nobreza da profissão, quanto a necessidade de um olhar crítico para a própria função. Algumas das falas aqui, talvez sejam exatamente o motivo para a existência de alguns dos desafios que os mesmos profissionais citaram na primeira pergunta.

  • Valor que o RH agrega para uma organização:
  • Destacar pessoas de valor nas empresas
  • Olhar humanizado para processos
  • Transformar capital humano em negócios
  • Entregar produtividade (apesar da dificuldade em quantificar)
  • Monitorar indicadores (“acreditômetro”, indicador de identificação do colaborador com a empresa, o
  • quanto as pessoas acreditam na organização e seus líderes)
  • Traduzir a estratégia da empresa para os colaboradores

Aqui, o exercício simbólico a que me referi teve seu ápice. Havia pedido que eles dividissem um gráfico em pizza conforme o uso do tempo profissional deles ao longo de 2016. Algo como “passei 20% do meu tempo planejando, 30% em reuniões, 35% fazendo e refazendo orçamentos e prestações de contas com prestadores de serviço, e 15% com os líderes da empresa”. A surpresa foi grande quando pedi para que eles refletissem sobre o quanto tempo eles estavam de fato agregando valor para a empresa e o quanto era desperdício. A conclusão a que chegamos juntos, depois de muito debate, é que para ganhar espaço com a liderança e manter pessoas na organização, é preciso começar pela própria rotina.

Todo profissional tem nas mãos o poder de fazer diferente e mudar a própria realidade. Quanto mais valor você gerar para a empresa, mais você vai perceber que o espaço é seu para conquistar. O convite que fizemos aos profissionais de RH, e estendemos a você, é o de mudar suas próprias atitudes e sua forma de ver e fazer. Queremos ver empresas vibrantes e crescendo através da inovação. E isso só vai acontecer com pessoas engajadas. Seja você uma delas.

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