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2017: o ano da produtividade
16/01/2017
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Existem no Brasil diversas discussões em andamento sobre como melhorar nossa competitividade. Porém, aguardar por soluções para a alta carga tributária, a falta de infraestrutura, e todos os custos decorrentes da burocracia estatal é declarar suicídio empresarial. Todo o resto do mundo se transforma rapidamente, ocupando o espaço deixado pelos empresários Brasileiros. Essa estagnação é causada pelos desperdícios diários nas nossas empresas.

(Fonte: Total Economy Database)

O que vemos é o baixo crescimento da produtividade da força de trabalho brasileira. O gráfico abaixo revela a evolução de quanta riqueza (em dólares) produz um empregado em uma hora de trabalho em diversos países. O que salta aos olhos é o abismo que se abriu entre o desempenho nacional e os países selecionados. Em especial, destacamos os Estados Unidos, com quase 4 vezes a produtividade brasileira (US$ 67/h, versus US$ 17/h); e a Coréia do Sul que saiu de um desempenho de metade da nossa produtividade (US$ 5/h) para um patamar 2 vezes maior (US$ 36/h) em um intervalo de 30 anos.

Existem diversos motivos para esse distanciamento, mas vamos destacar dois. O primeiro é o valor agregado do trabalho de países que desenvolvem tecnologia e capital intelectual como os Estados Unidos, Japão e Europa Ocidental. O crescimento de setores tecnológicos como eletrônicos e softwares, produtos de alto valor agregado, de forma concentrada nesses países explica uma parte da história. O segundo motivo é a melhoria das práticas de produção como automação e gestão que não foram implantadas por aqui. Não é difícil imaginar a dificuldade de adoção de novas tecnologias quando nosso país ocupa a posição 63 em um ranking de desempenho educacional com 70 países.

(Fonte: Total Economy Database)

A situação que vivemos oferece duas alternativas. A primeira é continuar falando mal do governo enquanto esperamos dele a solução dos nossos problemas, por mais incoerente que pareça. A segunda é assumir a responsabilidade pelos desperdícios com os quais você aprendeu a conviver e nem percebe mais: seu funcionário que espera para trabalhar na máquina que você não quis dar manutenção; o pequeno defeito que acontece de vez em quando e você torce para o cliente não perceber; ou aquele estoque do qual você tem muito orgulho, em vez investir em abertura de novos mercados.

Nas palavras do Banco Mundial, “a única maneira de retomar o crescimento, manter os ganhos sociais e melhorar ainda mais os padrões de vida dos brasileiros é aumentando a produtividade.” Nossa recuperação e sustentabilidade da economia só virão quando percebermos que é preciso aumentar a produção de riqueza em cada posto de trabalho, identificando e eliminando os pequenos problemas. Essa transformação exige mudança de atitude da sua parte. Como sempre repito, “sistemas ruins ganham de pessoas boas”. Já passou da hora de olhar para dentro de casa, e parar de culpar os outros pelos nossos próprios erros.

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