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5 lições da Ilha da Inovação
02/08/2016
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Impossível não começar essa semana com a disposição de fazer o que precisa ser feito para a Startify, Vitória e o Espírito Santo seguirem na direção de inovar. A nossa participação na Mecshow na última semana me deu ainda mais certeza de que esse é o caminho – e a vocação – deste estado, e suas empresas. A Ilha da Inovação reuniu empresas consolidadas, startups, governo e academia para debater o tema e os próximos passos dessa jornada.

Sem dúvida, o que ficou evidente na fala de quase todos os convidados para os debates e palestras, foi a necessidade de cooperação. O tema esteve presente nas falas de representantes de empresas, instituições de ensino e entidades públicas e privadas. Nos resumos das palestras, feitos pelo talentoso Humberto Freitas, vocês vão ver que a palavra COOPERAÇÃO, quando não está evidente, aparece na forma de algum sinônimo ou expressão como “estabelecer pontes”. Neste artigo, quero destacar 5 lições que aprendemos:

  • Novas tecnologias permitem maior participação;

A melhoria da tecnologia da informação, junto com o alcance que elas adquiriram em tempos recentes, permitem que as organizações passem a criar junto com clientes as soluções que eles mesmo vão usar. Foi o que apresentou Alecsandro Casassi, Gerente Comercial do Sicoob, em sua palestra sobre economia compartilhada.

Seguiu na mesma linha, a palestra do Bruno Moreira, Diretor da Inventta, sobre a plataforma ITEC, desenvolvida para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo é dar às empresas um espaço digital para postar desafios tecnológicos que possam ser solucionados por estudantes, empresas fornecedoras, pesquisadores e o público em geral. “A tecnologia supera fronteiras, relacionamentos, e outras barreiras que seriam muito caras para transpor por outros meios”, destacou Bruno.

  • Conexão da academia com indústria gera progresso;

Em nosso debate sobre a interação da academia com a indústria, os convidados Carlos Alberto de Souza Oliveira e Klinger Marcos Barbosa Alves, professores da Faculdade UCL, destacaram que todos os setores da economia precisam de conhecimento científico. E, ao conectar esse conhecimento com o fazer da indústria, o progresso tecnológico se torna possível. Os debatedores ainda destacaram que o conhecimento só é útil quando gera benefícios para a sociedade.

José Antônio Bof Buffon, Presidente da FAPES, lembrou em outro debate que existem barreiras na relação entre esses agentes. “Eles operam com lógicas, linguagem e interesses diferentes, é preciso criar camadas de interlocução entre eles para que a cooperação aconteça. Esse é o papel de entidades como o CDMEC, por exemplo”.

Precisamos fortalecer as entidades e cobrar delas o estreitamento dessa relação com a academia. Nesse sentido, o bom exemplo do CDMEC pode ser seguido. Eles assinaram dois convênios de cooperação técnica, um com a própria UCL, e outro com o IFES – Instituto Federal do Espírito Santo.

  • Remar o barco no compasso;

Uma das palestras mais concorridas foi sobre a aplicação do pensamento enxuto para inovar processos. Éder Campagnaro, Gerente da Vale para Manutenção de Vagões da Estrada de Ferro Vitória-Minas, destacou que a melhoria contínua, capaz de sustentar e melhorar resultados no longo prazo, só é possível quando todos estão trabalhando para o bem comum. Segundo ele, é preciso que a empresa funcione como um barco. “Não adianta um remar mais forte do que o outro. O barco acaba virando para o lado errado”.

  • Crie pequenas crises + liderança garante a cooperação;

Outra das lições da palestra do Éder foi a necessidade de se criar pequenas crises, garantindo que todos estejam constantemente usando a criatividade para melhorar as atividades. O papel da liderança, segundo ele, deve ser junto às equipes, no chão de fábrica. Lá é possível monitorar as atividades, identificar as oportunidades para a criação das pequenas crises, garanta a cooperação entre as equipes, e capacite as pessoas a seguir a direção correta.

  • Sozinho vai mais rápido, junto vai mais longe.

Por fim, a última lição é que não adianta promover a cultura da cooperação internamente. As organizações precisam estabelecer conexões externas com entidades, instituições de ensino e até concorrentes. Essa foi a tônica durante o debate sobre cultura de inovação, entre o Gerlyson Pegoretti, diretor do CDMEC, e a professora Lucilaine Pascuci, do Departamento de Administração da UFES. Para eles, é preciso criar a cultura da gestão criativa, permitir o erro e o aprendizado coletivo. Assim a inovação se torna um esforço coletivo, duradouro, e com resultados.

E um bom exemplo de que esse é o caminho é a própria Ilha da Inovação. Uma realização de diversos parceiros, aos quais preciso agradecer: SEBRAE Espírito Santo, SEDES – Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Espírito Santo, BANDES – Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo, ISH Tecnologia, Faculdade UCL, CDMEC – Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico, ao Movimento Espírito Santo em Ação e à Milanez & Milanezi, realizadora da feira. A cooperação entre todos esses atores deu a ênfase necessária para que a inovação passe a ser um tema central nas discussões da indústria capixaba. E eu, e a Startify, não poderíamos estar mais felizes em fazer parte desse momento. Vamos em frente!

Veja as fotos da Ilha da Inovação aqui!

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