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Academia + Empresa: mais ação e menos mimimi
21/06/2016
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Acredito que a inovação se constrói a partir das pessoas e para as pessoas. Produzir algo de valor é um desafio, especialmente nos dias de hoje, que requer a conexão entre diferentes tipos de conhecimento para solucionar problemas complexos. Essa necessidade, exige habilidades diferentes daquelas nas quais somos treinados nos anos de educação formal.

Somos surpreendidos pelas exigências desses talentos quando chegamos à prática profissional, e tratados como incompletos pela geração que foi responsável pelo nosso treinamento. Frustrante, não? E ainda querem colocar a responsabilidade por essa frustração no próprio jovem, culpado de sua própria formação insuficiente em um modelo o qual foi forçado sobre ele (veja os 5 primeiros minutos do vídeo abaixo) e, em um número cada vez maior de casos, medicado para aceitar.

Mas, como pragmático que sou pela busca de soluções, quero falar aqui de exemplos que presenciei nas últimas semanas e que podem romper esse modelo cruel. Tratam-se de oportunidades para a prática profissional de alunos de ensino superior, que estão resultando em soluções práticas para organizações, e criam ganhos operacionais e diferenciação para elas.

O primeiro desses exemplos, tive a oportunidade de conhecer trabalhando para o Comitê Temático de Inserção Competitiva, Ciência, Tecnologia & Inovação do Movimento Espírito Santo em Ação. Trata-se de uma instituição de ensino que o faz de forma estruturada, tendo dedicado um prédio inteiro de suas instalações em Serra-ES.

A UCL é uma faculdade particular que oferece serviços de pesquisa aplicada à indústria local. Além de convênios com grandes empresas como a Petrobrás, ela usa parte da capacidade produtiva de seus laboratórios para empregar alunos na realização de pesquisas encomendadas por empresas, estimulando a aplicação do conhecimento acadêmico para solução de problemas. Não é de se surpreender que já sejam contadas histórias de empreendedorismo por parte dos alunos, mesmo com apenas 2 anos de funcionamento do prédio.

O segundo exemplo, acredito possa servir de exemplo, pois não é preciso mais do que vontade para dar esse tipo de oportunidade. Durante o trabalho de implantação do pensamento enxuto em uma pequena clínica médica, identificamos a necessidade de uma comunicação discreta entre a equipe da recepção e o médico. A informação necessária é bastante simples, binária, na verdade. Portanto, era necessário que não houvesse interrupção da consulta, para um melhor fluxo das atividades.

A ideia veio em uma conversa entre a equipe da clínica e a Startify: um pequeno dispositivo que use lâmpadas LED, acionados pela recepção. No entanto, desenvolver esse dispositivo estava além da capacidade técnica da equipe envolvida no trabalho. Orçamentos realizados por profissionais foram considerados caros para uma solução que ainda é experimental. A alternativa foi convidar um aluno da faculdade local para trabalhar no projeto, reduzindo o investimento apenas ao material necessário para a construção do equipamento.

Mais do que reduzir custos, resolver um problema real da comunidade em que o aluno vive é motivo de entusiasmo para ele. Sair do que está formatado para a média e enxergar o valor que ele pode oferecer ao mundo permite novas possibilidades de carreira. Uma experiência simples como essa, pode inspirar independência e autonomia, trabalho em equipe, adaptabilidade, próatividade, entre outras competências.

Certamente, esse tipo de oportunidade, que todos podemos criar em nossas empresas, oferecem mais aprendizado do que as quatro paredes da sala de aula tem para oferecer. E são exatamente essas oportunidades que permitem desenvolver aquelas habilidades exigidas para resolver problemas complexos e descobrir o novo.

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