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5 lições do Demoday da Start You Up
08/04/2016
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Na semana passada, dia 31 de Março, tivemos a honra de apresentar a Startify durante o Demoday 2016 da aceleradora Start You Up. Nossa parceira recebeu empreendedores, empresários, investidores e líderes do governo estadual no auditório da Rede Gazeta para apresentar o resultado do trabalho ao longo dos seus 3 anos de operação. O que se viu foi um evento onde tudo ocorreu de forma impecável para os participantes e empreendedores.

A partir da organização do evento, os pitch’s das startups, a apresentação do CEO Marcílio Riegert e da palestra do investidor Michael Nicklas da Valor Capital, consolidamos os maiores aprendizados resultantes dessa grande noite. Você pode conferir um pouco mais de como foi no vídeo!

1. Preparar-se é importante

Tanto a organização do evento, quanto as startups apresentadas, fizeram um grande trabalho. Estando presente nos bastidores ao longo do ano, sabemos que toda a preparação começou muito antes. Quando se sabe exatamente o que é necessário para o sucesso, todo o esforço de preparação conta. O Demoday começou a ser concebido ainda em meados de 2015 e foram pouco mais de 6 meses de preparação. Da mesma forma, as startups foram convidadas a treinar seus pitch’s com bastante antecedência, receberam coaching e feedbacks para ajustar o texto, slides, postura e etc. É durante esses ensaios que muitas habilidades são desenvolvidas e trabalhadas.

 

2. Melhore as lentes para enxergar oportunidades

A palestra do convidado Michael Nicklas, da Valor Capital foi uma grande oportunidade para todos os presentes. Ele falou sobre como identifica startups com mercados promissores utilizando os seguintes critérios:

  • Ineficiências de mercado, como o caso da Baixou, acelerada da Start You Up. A startup foca no ineficiente método de pesquisa de preços na hora de fazer uma compra. Sua solução faz uma comparação de preços e como outros serviços do mercado, e vai além. Ela te avisa se o preço atual é realmente mais barato em comparação como histórico de preços do produto, em diferentes lojas. É ótimo para pegar no ato aquelas promoções do tipo “metade do dobro”;
  • Fragmentação do mercado, como o caso da Full Help, startup que concentra prestadores de serviço de socorro automotivo para facilitar a vida dos motoristas que não tem seguro. É como um Uber ou EasyTaxi: você escolhe o tipo de serviço e o app localiza o prestador mais próximo para te ajudar. A fragmentação consiste na grande quantidade de pequenos prestadores de serviço independentes, sem coordenação entre si;
  • Lacunas de mercado são oportunidades que surgem a partir da evolução da tecnologia ou do comportamento das pessoas. O crescimento de empresas de serviços ao cliente, por exemplo, exige uma infraestrutura que permita a entrada de pequenos players e seja capaz de crescer junto com a empresa. Foi essa lacuna que algumas empresas como a Amazon viram uma oportunidade e criaram o Amazon Web Services;
  • Crescimento da classe média gerou uma demanda por serviços de suporte à educação diante da má qualidade oferecida pelo ensino público no Brasil e o novo desejo de crescimento profissional desses jovens. Nesse sentido, pode-se dizer que há uma lacuna específica para atender a esse segmento. Um exemplo é a Descomplica, startup que recebeu investimento da própria Valor Capital, que ajuda quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM);
  • Separação ou Desagregação (ou unbundling, em inglês) é uma tendência mundial de desagregação de serviços. Startups em todo o mundo estão se provando mais eficientes que grandes empresas que prestam múltiplos serviços. Pode-se dizer que a Profissa, startup acelerada da Start You Up, é um bom exemplo. A equipe construiu uma proposta de valor centrada em recrutamento e seleção que consegue oferecer valor para empregados e empregadores de nichos específicos. Desta forma, separam o serviço deles de uma empresa de consultoria de RH tradicional que oferece treinamentos, coaching, outsourcing, dentre outros.

 

3. Diversidade ajuda a identificar oportunidades

Outro dos aprendizados que o Michael Nicklas nos deixou foi sobre a diferença entre empreendedores americanos e brasileiros: elas não existem! O que realmente chama a atenção dele é em termos de quantidade de oportunidades reais que os americanos enxergam, em comparação conosco. Ele atribui isso à educação, em especial à universitária, que consegue oferecer uma diversidade maior em sua grade curricular. E essa diversidade facilita conexões criativas e de potencial real.

 

4. Colaboração transforma a economia

O Demoday 2016 da Start You Up tinha como tema “transformação econômica”. Em sua fala de abertura, o CEO Marcilio Riegert fez uma grande provocação sobre a necessidade de colaboração entre os diferentes agentes econômicos para fazer transformações eficazes em nossa realidade. Neste sentido, a aceleradora faz um papel importante ao reunir importantes líderes do poder público, empresários e membros de entidades de articulação como o Movimento Espírito Santo em Ação. São em encontros assim que se criam grandes oportunidades!

 

5. A inovação está em toda parte
As startups que se apresentaram são e estão por toda parte do Brasil e em algumas partes do mundo! A Baixou, por exemplo, tem equipe em São Paulo e em Vitória. A Profissa também tem gente de Sampa e Vix. A Tippz veio “lá do Goiás” para ser acelerada pela Start You Up e está trabalhando muito por lá. O Polen, que é de Curitiba, já passou por Chile e Inglaterra, onde está no momento recebendo uma nova rodada de investimento e trabalhando para ganhar o mercado europeu. E, além da distribuição geográfica, isso também se aplica a diferentes perfis de empresas. Mesmo empresas já bem sucedidas no mercado tem fomentado iniciativas desse tipo, como a Geocontrol, parceira do Demoday 2016. Seu programa #inovalogo busca revelar oportunidades de inovação internamente, estimulando o intraempreendedorismo.

 

Fica claro que esse movimento das startups veio para ficar, e está fazendo mais do que barulho. A conclusão que chegamos é: ou fazemos parte dele, ou ele vai reinventar nosso mercado. Se existe uma transformação econômica em curso no mundo, certamente que as startups são catalisadoras dela.

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